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O encanto de Paraty

A primeira vista parece que o tempo parou em Paraty, uma cidadezinha espremida entre a serra e o mar e que teve seu apogeu no Ciclo do Ouro. No Centro Histórico, a moldura é formada por preservados casarões coloniais, igrejas dos séculos XVIII e XIX e ruas calçadas pelos escravos em pedras pés-de-moleque onde o tráfego de automóveis é proibido.
Mas basta circular pelas ruelas para conferir uma cidade pulsante, charmosa, com gente, sotaques e paladares do mundo inteiro, combinando tradições e modernidade – o cenário utilizado nas festas religiosas, como a do Divino, é o mesmo onde a turma brinca o Carnaval, os fãs da branquinha degustam a bebida no Festival da Pinga e os intelectuais badalam durante a concorrida Festa Literária Internacional, a Flip.
Paraty reúne ainda praias e cachoeiras. Na estrada para Cunha ficam quedas d´água que formam piscinas naturais perfeitas para banhos, como Pedra Branca e Tobogã. Já na vila de Trindade, a 20 quilômetros, praias selvagens e acessí­veis por trilhas, como a do Sono e do Cachadaço, atrem a turma jovem e aventureira. Para quem não quer saber de caminhadas, barcos partem do cais todos os dias para passeios pela baía e suas ilhas.

Paraty - Um lindo paraíso - Turismo no Brasil - 365 Dias Viajando

Não deixe de visitar:

O Centro Histórico
Graças ao tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, quase nada mudou por ali. Erguido entre os séculos XVII e XIX em uma área compreendida entre o rio Perequê-Açu e a Baí­a de Parati, mantém a paisagem emoldurada por casarões coloniais e igrejas. A proibição ao tráfego de automóveis preservou o irregular calçamento em pedras, tornando a caminhada a única maneira de circular pela área e conhecer cartões-postais como a igreja de Santa Rita, erguida em 1722. Nos coloridos sobrados funcionam bares, restaurantes e lojinhas de artesanato.

Praias da Vila Trindade
A vila, que ainda preserva o ares hippies dos anos 60, atrai muitos jovens nos feriados. Algumas das mais bonitas praias da região ficam por lá, como a do Sono, rústica e acessível por trilha (uma hora de caminhada) e do Cachadaço, uma imensa piscina natural cercada por pedras, desbravada por trilha ou barco.

Caminho do Ouro
A estrada calçada em pés-de-moleque pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, em plena Mata Atlântica, está bastante preservada. Batizada de Caminho do Ouro por ser a passagem que ligava Minas ao Rio durante o ciclo do metal, a estrada chama a atenção não apenas pela importância histórica, mas pelas riquezas natural e cultural que a envolvem. No tour de dois quilômetros é possí­vel conhecer um pouco das tradições dos paratienses, saborear o tempero dos pratos feitos no fogão a lenha, tomar banho de cachoeira e visitar alambiques e ateliês de artistas locais.

Onde comer:

Le Gite d’Indaiatiba
Instalado em um parque emoldurado pela Serra da Bocaina, o restaurante descortina vista panorômica. Aproveite para tomar um banho de cachoeira enquanto aguarda o prato chegar à  mesa.

Banana da Terra
As receitas sofisticadas utilizam ingredientes da cozinha caiçara, como a banana, a paçoca e a cachaça. Refinado e moderno, o ambiente é perfeito para um jantar a dois

Dicas de viajantes:

Para quem faz questão de um burburinho, a melhor época para visitar a cidade é durante a Festa Literária Internacional (Flip), que acontece entre os meses de julho e agosto. Reservar a hospedagem e comprar os ingressos para as palestras com antecedência é fundamental. Os fãs da branquinha podem unir o útil ao agradável agendando a viagem para o último final de semana de agosto, quando rola o Festival da Pinga. Para curtir as praias e as cachoeiras, o melhor perí­odo é o verão, mas a incidência de chuvas é maior. Nas outras estações, chove menos e não faz muito frio, sem contar que os preços das diárias e o movimento são menores – exceto nos feriados.





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